Santos demite Vojvoda após derrota no Brasileirão 2026 e anuncia Cuca como novo técnico

Santos demite Juan Pablo Vojvoda após sequência ruim no Brasileirão 2026. Veja números, aproveitamento, retrospecto e detalhes da chegada de Cuca.

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REDAÇÃO

3/19/20264 min read

Banner do portal Futebol Insight com título "Demissão de Técnico", ícone de prancheta, apito e logotipo dourado.
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Santos demite Juan Pablo Vojvoda após sequência negativa e aposta em Cuca para reverter crise

A pressão que vinha crescendo rodada após rodada finalmente resultou em uma decisão drástica na Vila Belmiro. O Santos Futebol Clube anunciou a demissão do técnico Juan Pablo Vojvoda após a derrota por 2 a 1 para o Sport Club Internacional, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro de 2026.

O revés dentro de casa foi apenas o capítulo final de uma trajetória que já apresentava sinais claros de desgaste. A diretoria agiu rapidamente e confirmou a saída do treinador ainda na noite da partida, em meio a um ambiente de forte pressão da torcida e resultados abaixo das expectativas.

Números que explicam a queda

A passagem de Vojvoda pelo Santos terminou com números que ajudam a explicar a decisão. Desde sua chegada, em agosto de 2025, o treinador comandou a equipe em aproximadamente 32 partidas oficiais.

Nesse período, foram:

  • 11 vitórias

  • 9 empates

  • 12 derrotas

O aproveitamento geral ficou em torno de 43%, considerado baixo para um clube do tamanho do Santos, especialmente levando em conta as ambições traçadas para a temporada 2026.

No Campeonato Brasileiro atual, o cenário era ainda mais preocupante. Em sete rodadas, o time somava:

  • 1 vitória

  • 3 empates

  • 3 derrotas

Com apenas 6 pontos conquistados, o Santos figurava na parte inferior da tabela, perigosamente próximo da zona de rebaixamento.

Além dos resultados, o desempenho ofensivo e defensivo também gerava críticas. A equipe tinha média inferior a 1 gol marcado por jogo e sofria gols com frequência, evidenciando desequilíbrio tático.

Um trabalho sem evolução

A demissão não foi causada apenas pelos números frios. Internamente, a diretoria avaliava que o trabalho não apresentava evolução.

Contratado após boa passagem pelo Fortaleza Esporte Clube, onde construiu um dos projetos mais sólidos do futebol brasileiro recente, Vojvoda chegou ao Santos cercado de expectativas.

No clube cearense, ele conquistou títulos importantes como o Campeonato Cearense e a Copa do Nordeste, além de levar o time a campanhas históricas em competições nacionais e internacionais. Esse histórico fez com que sua contratação fosse vista como um passo importante rumo à reconstrução santista.

Inicialmente, houve sinais positivos. Em 2025, o treinador conseguiu afastar o risco de rebaixamento e garantiu classificação para a Copa Sul-Americana. No entanto, a virada de temporada não trouxe a evolução esperada.

O Santos de 2026 se mostrava previsível, com dificuldades na criação de jogadas e vulnerável defensivamente. A equipe frequentemente perdia intensidade ao longo dos jogos e tinha baixo poder de reação.

Pressão da torcida e ambiente interno

A derrota para o Internacional escancarou um cenário já insustentável. A torcida presente na Vila Belmiro não poupou críticas, com vaias e protestos ao fim da partida.

O desgaste não era apenas externo. Nos bastidores, havia preocupação com a falta de resposta do elenco e com a queda de confiança dos jogadores.

A combinação de resultados ruins, início irregular e pressão crescente tornou a permanência de Vojvoda praticamente inviável.

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Resposta imediata: a volta de Cuca

Sem perder tempo, o Santos se movimentou rapidamente no mercado e anunciou o retorno de Cuca como novo treinador.

Experiente e com forte identificação com o clube, Cuca inicia sua quarta passagem pela equipe. Em sua trajetória anterior pelo Santos, ele acumulou números expressivos:

  • Mais de 200 jogos no comando

  • Aproveitamento superior a 55%

  • Vice-campeonato da Copa Libertadores de 2020

Além disso, o treinador possui títulos relevantes na carreira, incluindo o Campeonato Brasileiro de 2016 com o Sociedade Esportiva Palmeiras e a Libertadores de 2013 com o Clube Atlético Mineiro.

A aposta da diretoria é clara: trazer um nome experiente, capaz de reorganizar rapidamente o time e lidar com a pressão do ambiente.

Problema estrutural: falta de continuidade

A saída de Vojvoda também evidencia um problema recorrente no Santos nos últimos anos: a alta rotatividade de treinadores.

A constante troca de comando técnico impede a consolidação de um modelo de jogo e dificulta o desenvolvimento de um projeto de longo prazo. Cada novo treinador traz ideias diferentes, o que gera instabilidade e impacta diretamente o desempenho da equipe.

O que precisa mudar

Para reverter o cenário, o novo comando terá desafios claros:

  • Reorganizar o sistema defensivo

  • Melhorar a criação ofensiva

  • Recuperar a confiança do elenco

  • Estabilizar o desempenho dentro de campo

O elenco santista possui peças jovens e talentosas, mas carece de regularidade — algo que será fundamental para a sequência da temporada.

Conclusão

A demissão de Juan Pablo Vojvoda representa mais do que uma simples troca de treinador. Ela simboliza a tentativa do Santos de interromper um ciclo de resultados negativos e evitar uma crise maior no Campeonato Brasileiro.

Os números mostram que a decisão encontra respaldo no desempenho da equipe, mas também reforçam a necessidade de mudanças mais profundas dentro do clube.

Agora, sob o comando de Cuca, o Santos busca não apenas resultados imediatos, mas também um caminho mais estável para o restante da temporada.

Diego Cristiano F. Milani
Editor-chefe do Futebol Insight

Apaixonado por futebol e analista tático, Diego Milani dedica-se a cobrir o esporte além do placar. Com foco no mercado da bola e no desempenho estratégico dos clubes brasileiros e mundiais, traz uma visão detalhada para quem busca entender o jogo em profundidade.

Diego Cristiano F. Milani - Editor do Futebol no Mundo
Diego Cristiano F. Milani - Editor do Futebol no Mundo