Remo atropela o Bahia com virada e goleada no Mangueirão: análise completa do jogo
Remo vence o Bahia por 4 a 1 com grande atuação no Mangueirão. Confira análise narrativa completa, gols, destaques e ficha técnica do jogo.
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REDAÇÃO
3/23/20265 min read


Foto: Eduardomotta / Wikimedia Commons (CC BY‑SA 4.0) — https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Estádio_Olímpico_-_Pará.jpg
Remo vira com autoridade e goleia o Bahia no Mangueirão: uma noite de afirmação no Brasileirão 2026
Um roteiro improvável em Belém
O futebol costuma premiar quem acredita até o último minuto — e foi exatamente isso que o Remo mostrou diante de sua torcida no Mangueirão. Em uma atuação que misturou superação, eficiência e intensidade, o time paraense virou sobre o Bahia e construiu uma goleada por 4 a 1, em duelo válido pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026.
O placar, por si só, já chama atenção. Mas o que realmente marcou a partida foi a forma como o jogo se desenrolou. O Bahia começou melhor, abriu o placar e parecia ter controle absoluto das ações. No entanto, bastaram alguns minutos de desatenção e uma reação fulminante do Remo para que o cenário se transformasse completamente.
Empurrado por um Mangueirão pulsante, o time azulino mudou a história da partida ainda no fim do primeiro tempo e voltou para a etapa final com uma postura avassaladora, que desmontou o adversário.
O início sob controle do Bahia
Nos primeiros minutos, o Bahia mostrou por que vinha sendo um dos destaques do campeonato. Com posse de bola, organização e boa circulação, a equipe conseguiu neutralizar o ímpeto inicial do Remo.
O time visitante ocupava bem o campo ofensivo e explorava principalmente os lados, tentando abrir espaços na defesa paraense. A estratégia deu resultado aos 32 minutos, quando Everaldo apareceu no momento certo dentro da área para finalizar com precisão e abrir o placar.
O gol reforçou a confiança do Bahia, que seguiu controlando o ritmo do jogo. O Remo, por sua vez, encontrava dificuldades para criar e parecia esbarrar na própria ansiedade.
Tudo indicava que o primeiro tempo terminaria com vantagem mínima dos visitantes — e com um cenário confortável para a sequência da partida.
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O gol que mudou tudo
Mas o futebol raramente segue roteiros previsíveis. Já nos acréscimos do primeiro tempo, quando o relógio avançava além dos 45 minutos, o Remo encontrou uma brecha — e não desperdiçou.
Vitor Bueno recebeu na intermediária e arriscou um chute firme, que terminou no fundo das redes. O empate, aos 45+9, teve um impacto imediato no jogo. O estádio explodiu, o time ganhou confiança e o Bahia sentiu o golpe.
Não foi apenas um gol. Foi o ponto de virada emocional da partida.
O intervalo chegou com o placar em 1 a 1, mas com sensações completamente diferentes para cada equipe. O Remo saía fortalecido. O Bahia, atordoado.
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Um segundo tempo de domínio total
Se o primeiro tempo foi equilibrado, a etapa final teve um dono claro. O Remo voltou dos vestiários com intensidade máxima, pressionando a saída de bola e ocupando o campo ofensivo.
A postura agressiva rapidamente deu resultado. Logo aos 49 minutos, Gabriel Taliari aproveitou uma sobra dentro da área para virar o jogo. O gol incendiou ainda mais o ambiente e desorganizou o Bahia, que passou a errar mais do que o habitual.
O que já era bom ficou ainda melhor para o time da casa. Aos 58 minutos, novamente Taliari apareceu como protagonista. Em uma jogada rápida, ele finalizou com precisão para ampliar o placar para 3 a 1.
A essa altura, o Remo dominava completamente. O Bahia tentava reagir, mas não conseguia se reencontrar em campo. A equipe visitante perdeu consistência defensiva e não tinha a mesma fluidez ofensiva do início da partida.
Para piorar, uma oportunidade clara de voltar ao jogo foi desperdiçada. Em cobrança de pênalti, Luciano Juba não conseguiu converter, simbolizando a falta de eficiência do Bahia na etapa final.
O golpe final e a explosão da torcida
Com o jogo sob controle, o Remo seguiu explorando os espaços deixados pelo adversário. E foi justamente em um desses momentos que veio o golpe final.
Aos 83 minutos, Jajá aproveitou uma jogada em velocidade e marcou o quarto gol, fechando a goleada e transformando a vitória em um verdadeiro espetáculo para a torcida presente no Mangueirão.
O apito final confirmou não apenas os três pontos, mas uma atuação que pode representar um divisor de águas na campanha do Remo.
A leitura do jogo
O duelo mostrou duas faces bem distintas. O Bahia dominou o primeiro tempo, mas não soube transformar o controle em vantagem confortável. Faltou agressividade para ampliar o placar e evitar qualquer reação.
Já o Remo cresceu ao longo da partida. O empate no fim do primeiro tempo foi o gatilho para uma mudança de postura evidente. No segundo tempo, o time foi mais intenso, mais organizado e, principalmente, mais eficiente.
A diferença esteve justamente na capacidade de aproveitar as oportunidades. Enquanto o Bahia desperdiçou chances importantes, o Remo foi cirúrgico.
Destaques da partida
Entre os protagonistas da vitória, alguns nomes se destacaram:
Gabriel Taliari, com dois gols, foi decisivo para a virada
Vitor Bueno, autor do gol que mudou o rumo do jogo
Jajá, veloz e oportunista, fechou o placar
Do lado do Bahia, Everaldo teve bom momento ao marcar o gol inicial, mas o desempenho coletivo caiu após o empate.
Arbitragem sem interferências decisivas
A arbitragem teve atuação segura, sem lances polêmicos que interferissem diretamente no resultado. O pênalti marcado para o Bahia foi corretamente assinalado, mas não convertido.
No geral, a condução do jogo foi tranquila, acompanhando o ritmo intenso da partida.
Um resultado que pode mudar caminhos
A vitória do Remo representa mais do que três pontos. É uma resposta diante da torcida e um indicativo de que a equipe pode reagir no campeonato.
Para o Bahia, a derrota serve como alerta. A equipe mostrou qualidade, mas precisa manter a concentração durante os 90 minutos para seguir competitiva na parte de cima da tabela.
Ficha técnica
Jogo: Remo 4 x 1 Bahia
Competição: Campeonato Brasileiro Série A 2026 – 8ª rodada
Data: 22/03/2026
Local: Estádio Mangueirão, Belém (PA)
Gols
Everaldo (Bahia) – 32’ do 1º tempo
Vitor Bueno (Remo) – 45+9’ do 1º tempo
Gabriel Taliari (Remo) – 4’ do 2º tempo
Gabriel Taliari (Remo) – 13’ do 2º tempo
Jajá (Remo) – 38’ do 2º tempo
Arbitragem
Árbitro: João Vitor Gobi (SP)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Raphael de Albuquerque Lima (SP)
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN)
Remo (4-4-2)
Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Kayky Almeida e Tchamba; Zé Ricardo (Picco), Patrick de Paula (José Welison), Yago Pikachu e Vitor Bueno (Jáderson); Gabriel Taliari (Jajá) e Alef Manga (Gabriel Poveda).
Técnico: Léo Condé
Bahia (4-3-3)
Ronaldo (João Paulo); Román Gómez, Gabriel Xavier (David Martins), Santiago Mingo e Luciano Juba; Caio Alexandre (Michel Araújo), Erick e Jean Lucas (Rodrigo Nestor); Cristian Olivera (Ademir), Erick Pulga e Everaldo.
Técnico: Rogério Ceni
Uma noite que começou sob desconfiança terminou em festa no Mangueirão. O Remo mostrou que, no futebol, a resposta pode vir quando menos se espera — e, quando vem com autoridade, muda completamente o rumo de uma campanha.

Diego Cristiano F. Milani
Editor-chefe do Futebol Insight
Apaixonado por futebol e analista tático, Diego Milani dedica-se a cobrir o esporte além do placar. Com foco no mercado da bola e no desempenho estratégico dos clubes brasileiros e mundiais, traz uma visão detalhada para quem busca entender o jogo em profundidade.



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