Mirassol 1 x 2 Bahia: virada no fim com pênalti e gol decisivo no Brasileirão 2026
Bahia vence o Mirassol por 2 a 1 de virada no Brasileirão 2026. Veja gols, lances decisivos, análise completa e ficha técnica da partida.
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REDAÇÃO
4/11/20265 min read


Foto: “Patinhas esteve aqui - Estadio Mirassol 2” por Renato Patinhas, licenciada sob CC BY 3.0
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Mirassol 1 x 2 Bahia: virada no fim expõe fragilidade do Mirassol e confirma força do Bahia no Brasileirão 2026
O Estádio José Maria de Campos Maia, o tradicional Maião, foi palco de um confronto intenso na noite de 11 de abril de 2026. Em jogo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, o Mirassol Futebol Clube saiu na frente, mas acabou superado pelo Esporte Clube Bahia, que mostrou poder de reação e venceu por 2 a 1, de virada, em um duelo marcado por erros decisivos, pressão emocional e eficiência nos momentos cruciais.
O resultado não apenas confirmou o bom momento do Bahia como visitante, mas também escancarou as dificuldades do Mirassol em sustentar vantagens dentro da competição.
Um início promissor que virou armadilha
Empurrado pela torcida, o Mirassol começou o jogo com intensidade. A equipe comandada por Rafael Guanaes tentou impor seu ritmo, explorando jogadas pelos lados do campo e buscando pressionar a saída de bola adversária.
Logo nos primeiros minutos, essa postura agressiva deu resultado. Aos 14 minutos do primeiro tempo, após cobrança de escanteio venenosa de Negueba, o zagueiro David Duarte, do Bahia, acabou desviando contra o próprio gol. O lance colocou o Mirassol em vantagem e inflamou o ambiente no Maião.
O gol cedo parecia desenhar um cenário favorável para o time paulista. Com a vantagem no placar, o Mirassol passou a jogar com mais confiança, organizando-se defensivamente e tentando explorar contra-ataques.
Bahia mantém calma e começa a construir reação
Mesmo em desvantagem, o Bahia não se desesperou. A equipe de Rogério Ceni manteve sua proposta de jogo, valorizando a posse de bola e tentando encontrar espaços na defesa adversária.
O meio-campo passou a ser o principal setor de articulação, com Everton Ribeiro ditando o ritmo e buscando conectar o ataque. Ainda assim, o time encontrou dificuldades para transformar volume em chances claras durante a primeira etapa.
O Mirassol, por sua vez, se defendia com disciplina e parecia confortável em administrar o resultado parcial. O primeiro tempo terminou com vantagem mínima para os donos da casa, mas já indicava que o Bahia crescia na partida.
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Segundo tempo muda completamente o cenário
Na volta do intervalo, o jogo ganhou uma nova dinâmica. O Bahia aumentou a intensidade, passou a ocupar mais o campo ofensivo e pressionou o Mirassol com maior frequência.
As linhas do time paulista recuaram, e a equipe passou a ter dificuldades para manter a posse de bola. O que antes era controle se transformou em resistência.
Percebendo o momento, Rogério Ceni promoveu mudanças que deram mais mobilidade ao ataque. O Bahia passou a explorar melhor os espaços e começou a criar situações de perigo.
O pênalti que mudou o rumo do jogo
A pressão do Bahia encontrou recompensa aos 20 minutos do segundo tempo. Em uma jogada dentro da área, a arbitragem assinalou pênalti para o time visitante, em um lance que gerou reclamação por parte dos jogadores do Mirassol.
Na cobrança, Luciano Juba demonstrou frieza e precisão. Com categoria, deslocou o goleiro e deixou tudo igual no placar.
O empate teve impacto imediato no psicológico das equipes. O Bahia ganhou confiança e passou a acreditar na virada, enquanto o Mirassol sentiu o golpe e começou a cometer erros.
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Virada no momento decisivo
Com o jogo aberto, o Bahia passou a controlar melhor as ações. A equipe mostrou maturidade para administrar o momento e inteligência para escolher quando acelerar.
O Mirassol, por outro lado, tentava reagir, mas esbarrava na falta de organização ofensiva. As jogadas não fluíam com a mesma naturalidade do início da partida.
E foi justamente no momento em que o empate parecia definido que surgiu o lance decisivo. Aos 44 minutos do segundo tempo, Mateo Sanabria apareceu bem posicionado e aproveitou a oportunidade para marcar o gol da virada.
O silêncio tomou conta do Maião. O Mirassol via escapar um resultado que parecia ao seu alcance.
Reação tardia e emoção nos acréscimos
Mesmo após o golpe, o Mirassol ainda tentou reagir. Nos minutos finais, a equipe se lançou ao ataque de forma desorganizada, mas com muita entrega.
Já nos acréscimos, aos 52 minutos do segundo tempo, Carlos Eduardo conseguiu marcar e diminuir a diferença, reacendendo a esperança da torcida.
O gol trouxe emoção aos instantes finais, mas não foi suficiente. O Bahia conseguiu segurar o resultado até o apito final e confirmou uma vitória importante fora de casa.
Um retrato fiel das equipes
O jogo no Maião foi um retrato claro do momento vivido pelas duas equipes no Brasileirão.
O Mirassol mostrou competitividade, intensidade e capacidade de começar bem as partidas. No entanto, voltou a evidenciar um problema recorrente: a dificuldade em sustentar resultados.
Já o Bahia demonstrou maturidade, organização e poder de reação. Mesmo saindo atrás no placar, a equipe manteve sua estratégia e foi eficiente nos momentos decisivos.
Arbitragem e contexto da partida
A partida foi disputada no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol, com arbitragem de Paulo Cesar Zanovelli da Silva. O árbitro teve papel importante ao assinalar o pênalti que originou o gol de empate do Bahia, lance que influenciou diretamente o rumo do jogo.
Ficha técnica
Jogo: Mirassol 1 x 2 Bahia
Competição: Campeonato Brasileiro Série A 2026
Rodada: 11ª rodada
Data: 11/04/2026
Local: Estádio José Maria de Campos Maia (Maião)
Arbitragem
Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva
Assistente 1: Michael Stanislau
Assistente 2: Celso Luiz da Silva
VAR: Wagner Reway
Gols
Mirassol: David Duarte (contra, 14’ 1ºT), Carlos Eduardo (52’ 2ºT)
Bahia: Luciano Juba (pênalti, 20’ 2ºT), Mateo Sanabria (44’ 2ºT)
Mirassol – Técnico: Rafael Guanaes (4-3-3)
Walter; Igor Formiga, João Victor, Lucas Oliveira e Reinaldo (Victor Luis); Neto Moura, Aldo Filho (Gabriel Pires) e Eduardo (Shaylon); Negueba, André Luís (Nathan Fogaça) e Edson Carioca (Alesson).
Bahia – Técnico: Rogério Ceni (4-3-3)
Léo Vieira; Acevedo, David Duarte, Santiago Mingo, Luciano Juba; Caio Alexandre (Gilberto), Jean Lucas e Everton Ribeiro (Rodrigo Nestor); Erick Pulga (Ademir) (Sanabria), Kike Olivera e Everaldo (Willian José).

Diego Cristiano F. Milani
Editor-chefe do Futebol Insight
Apaixonado por futebol e analista tático, Diego Milani dedica-se a cobrir o esporte além do placar. Com foco no mercado da bola e no desempenho estratégico dos clubes brasileiros e mundiais, traz uma visão detalhada para quem busca entender o jogo em profundidade.



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