Grêmio sofre com lesões e Luís Castro precisa redesenhar o time para decisões
Tetê fora por lesão muscular, Willian em recuperação e Cuéllar afastado: veja previsões de retorno e como Luís Castro deve ajustar o Grêmio taticamente nas próximas semanas.
GRÊMIOBRASILEIRÃOCAMPEONATO GAÚCHO
REDAÇÃO
2/19/20262 min read


Grêmio sofre com lesões e Luís Castro precisa redesenhar o time para decisões
O início de temporada impõe seus primeiros testes ao Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Em fevereiro de 2026, o clube não enfrenta apenas adversários no Campeonato Gaúcho e no planejamento para o Brasileirão — enfrenta também o próprio departamento médico.
A ausência mais sensível é a de Tetê, atacante que sofreu lesão muscular na parte posterior da coxa direita. A previsão inicial indica um retorno entre 10 e 14 dias, o que pode colocá-lo novamente à disposição no fim do mês, caso a recuperação evolua dentro do esperado. No esquema preferido de Luís Castro, geralmente estruturado em um 4-2-3-1 com pontas de velocidade e amplitude, Tetê cumpre papel fundamental ao atacar o espaço, alongar a defesa adversária e oferecer profundidade pelo lado direito.
Sem ele, o time tende a perder aceleração nas transições ofensivas. A alternativa mais natural é Cristian Pavón, que oferece intensidade, mas com características um pouco mais verticais e menos associativas. Outra possibilidade é ajustar o sistema para um 4-4-2 circunstancial, aproximando mais o meia central do centroavante e diminuindo a dependência da jogada aberta.
No meio-campo, Willian trata um edema muscular e é considerado dúvida. Edemas costumam exigir entre 5 e 10 dias de recuperação, dependendo da resposta ao tratamento fisioterápico. Caso retorne na próxima semana, poderá reforçar a articulação ofensiva, mas sua ausência imediata impacta a dinâmica de construção. Sem ele, Luís Castro pode optar por um meio mais físico, reforçando marcação e reduzindo a circulação curta entre linhas.
Já Gustavo Cuéllar, afastado temporariamente por virose, deve retornar mais rapidamente — normalmente em poucos dias, assim que estiver totalmente recuperado. Sua presença é estratégica no modelo de jogo: Cuéllar funciona como primeiro volante posicional, responsável por equilibrar o time nas transições defensivas e liberar os meias para avançarem. Sem ele, o Grêmio tende a ficar mais exposto, especialmente quando os laterais sobem simultaneamente.
O cenário geral obriga Luís Castro a administrar não apenas minutos e intensidade, mas também o próprio desenho tático da equipe. Se Tetê retorna no prazo mínimo estimado, o impacto será pontual. Caso o período se estenda, o treinador pode consolidar uma alternativa estrutural, alterando o comportamento ofensivo da equipe.
Em fevereiro, o Grêmio vive um momento de ajustes. Entre previsões médicas e escolhas estratégicas, a resposta do time nos próximos jogos mostrará se o elenco tem profundidade suficiente para absorver as ausências — ou se o departamento médico continuará sendo protagonista nas manchetes.

Diego Cristiano F. Milani
Editor-chefe do Futebol no Mundo
Apaixonado por futebol e analista tático, Diego Milani dedica-se a cobrir o esporte além do placar. Com foco no mercado da bola e no desempenho estratégico dos clubes brasileiros e mundiais, traz uma visão detalhada para quem busca entender o jogo em profundidade.



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