Fluminense 2x1 Chapecoense: domínio tricolor no Maracanã com susto no fim pelo Brasileirão 2026

Fluminense vence a Chapecoense por 2 a 1 no Maracanã pela 13ª rodada do Brasileirão 2026. Confira análise completa, gols, lances decisivos e ficha técnica.

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REDAÇÃO

4/26/20264 min read

Estádio Jornalista Mário Filho, Maracanã, Rio de Janeiro/RJ
Estádio Jornalista Mário Filho, Maracanã, Rio de Janeiro/RJ

Foto: Maracanã em março de 2022 por Boaventuravinicius, licenciada sob CC BY-SA 4.0
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Maracan%C3%A3_em_mar%C3%A7o_de_2022.jpg

Fluminense domina, leva susto e resolve no fim diante da Chapecoense

Na noite de 26 de abril de 2026, o Maracanã foi palco de um roteiro que misturou controle, tensão e alívio para o Fluminense. Diante da Chapecoense, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Tricolor das Laranjeiras venceu por 2 a 1 em uma partida que refletiu bem sua identidade: domínio amplo das ações, criação constante e, ao mesmo tempo, momentos de instabilidade que impediram uma vitória mais tranquila.

O resultado foi justo, mas o caminho até ele teve nuances importantes. O Fluminense precisou insistir, lidar com um gol inesperado e mostrar maturidade nos minutos finais para garantir os três pontos diante de sua torcida.

Primeiro tempo de ataque contra defesa

Desde o apito inicial, o panorama da partida ficou claro: o Fluminense com a bola, a Chapecoense defendendo. A equipe carioca ocupou o campo ofensivo e trabalhou a posse com paciência, tentando abrir espaços na linha defensiva adversária.

A Chapecoense, por sua vez, adotou uma postura extremamente conservadora. Com linhas baixas e compactas, fechava os corredores e apostava em raras tentativas de contra-ataque — quase sempre neutralizadas ainda no meio-campo.

O Tricolor até conseguiu construir boas jogadas, principalmente pelos lados do campo, mas pecou no momento decisivo. Faltou precisão nas finalizações e capricho no último passe. Guilherme Arana foi um dos mais ativos, arriscando de média distância e levando algum perigo.

Apesar do domínio quase absoluto, o primeiro tempo terminou sem gols — um retrato de um time superior que ainda não conseguia transformar volume em vantagem.

Mudanças que destravam o jogo

Na volta do intervalo, o técnico Luis Zubeldía promoveu ajustes importantes. A principal mudança foi a entrada de Soteldo, que trouxe dinamismo e imprevisibilidade ao setor ofensivo.

Com mais mobilidade e capacidade de drible, o Fluminense passou a quebrar com mais facilidade a estrutura defensiva da Chapecoense. O jogo ganhou ritmo, e as chances começaram a aparecer com maior frequência.

O cenário ficou ainda mais inclinado a favor do Tricolor, que passou a pressionar de forma intensa, empurrando o adversário para dentro de sua própria área.

Os gols da partida: pressão, golaço e resposta decisiva

O segundo tempo entregou tudo o que faltou na etapa inicial — e os gols traduziram perfeitamente o roteiro da partida.

Savarino abre o placar de pênalti

Após tanto insistir, o Fluminense finalmente encontrou o caminho do gol em uma jogada dentro da área. Em meio à pressão ofensiva, o time conseguiu infiltrar e sofreu pênalti.

Na cobrança, Savarino mostrou categoria. Com tranquilidade, deslocou o goleiro e abriu o placar, premiando a superioridade do Fluminense no jogo.

O gol trouxe alívio e a sensação de que a vitória começava a se desenhar com naturalidade.

Ênio acerta um golaço e empata

Mas o futebol, como sempre, guarda surpresas. Quando o Fluminense parecia ter o controle total da partida, a Chapecoense encontrou um momento de brilho.

Ênio, em rara oportunidade ofensiva da equipe catarinense, recebeu com espaço fora da área e arriscou um chute perfeito. A bola morreu no ângulo, sem qualquer chance para Fábio.

O empate caiu como um choque no Maracanã. Um lance isolado, mas de altíssimo nível técnico, que recolocou a Chapecoense no jogo e trouxe tensão imediata.

John Kennedy garante a vitória

A resposta do Fluminense foi rápida — e construída coletivamente. Com participação importante de Soteldo e boa movimentação no setor ofensivo, o time conseguiu desmontar a defesa adversária.

A bola chegou limpa dentro da área, e John Kennedy apareceu no momento certo para finalizar com precisão e marcar o segundo gol tricolor.

Foi o lance que definiu a partida. Um gol que refletiu o trabalho coletivo e a insistência do Fluminense ao longo do jogo.

Final de jogo com tensão e maturidade

Após retomar a vantagem, o Fluminense ainda precisou lidar com os minutos finais de pressão. A Chapecoense, motivada pelo empate momentâneo, avançou suas linhas e tentou explorar bolas longas e jogadas diretas.

O Tricolor, por sua vez, adotou postura mais cautelosa. Recuou ligeiramente e passou a priorizar a organização defensiva, evitando riscos desnecessários.

Fábio, seguro como de costume, apareceu bem quando exigido. A defesa conseguiu neutralizar as investidas finais, garantindo que o susto não se transformasse em prejuízo.

O apito final confirmou a vitória por 2 a 1 — justa pelo desempenho, mas com um grau de sofrimento maior do que o esperado.

Análise: domínio evidente, mas lições importantes

A atuação do Fluminense foi consistente sob vários aspectos. O time controlou o jogo, teve posse de bola dominante e criou um número significativo de oportunidades.

A entrada de Soteldo foi determinante para mudar o ritmo da partida, enquanto Savarino e John Kennedy foram decisivos nas finalizações.

Por outro lado, a equipe ainda precisa evoluir na eficiência ofensiva. O volume criado poderia ter resultado em um placar mais confortável, evitando o drama no fim.

Defensivamente, o time mostrou solidez durante quase todo o jogo, mas foi punido em um momento isolado — algo que serve de alerta para confrontos futuros.

A Chapecoense, mesmo com pouca produção ofensiva, demonstrou organização defensiva e aproveitou com maestria sua principal chance.

Ficha técnica

Fluminense 2 x 1 Chapecoense
Competição: Campeonato Brasileiro Série A 2026 – 13ª rodada
Data: 26 de abril de 2026
Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Gols:

  • Savarino (Fluminense) – pênalti, 2º tempo

  • Ênio (Chapecoense) – 2º tempo

  • John Kennedy (Fluminense) – 2º tempo

Fluminense (4-3-3)
Fábio; Guga (Ignácio), Jemmes, Freytes e Guilherme Arana; Bernal (Ganso), Hércules (Alisson) e Savarino; Canobbio (Jhon Kennedy), Rodrigo Castillo e Serna (Soteldo).
Técnico: Luis Zubeldía

Chapecoense (5-3-2)
Anderson; Marcos Vinícius (Everton), Eduardo Doma, Rafael Thyerre (Neto Pessoa), Victor Caetano e Walter Clar (Rafael Carvalheira); Camilo, Higor Meritão (João Vitor) e Jean Carlos (Ênio); Marcinho e Garcez.
Técnico: Fábio Matias

Arbitragem:

Árbitro: Sávio Pereira Sampaio
Assistentes: Leila Moreira da Cruz e Daniella Coutinho Pinto
4º Árbitro: Emerson Souza Silva

Diego Cristiano F. Milani
Editor-chefe do Futebol Insight

Apaixonado por futebol e analista tático, Diego Milani dedica-se a cobrir o esporte além do placar. Com foco no mercado da bola e no desempenho estratégico dos clubes brasileiros e mundiais, traz uma visão detalhada para quem busca entender o jogo em profundidade.

Diego Cristiano F. Milani - Editor do Futebol no Mundo
Diego Cristiano F. Milani - Editor do Futebol no Mundo