Paysandu vence o Remo por 2 a 1 no Re-Pa 782 e abre vantagem na final do Campeonato Paraense 2026
Veja a análise completa de Remo 1 x 2 Paysandu pelo jogo de ida da final do Campeonato Paraense 2026, com placar, gols, lances decisivos, arbitragem e detalhes do clássico no Mangueirão.
REMOCAMPEONATO PARAENSE
REDAÇÃO
3/1/20262 min read


Foto: Eduardomotta / Wikimedia Commons (CC BY‑SA 4.0) — https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Estádio_Olímpico_-_Pará.jpg
Paysandu cala o Mangueirão e larga na frente na final do Paraense 2026
O clássico mais tradicional da Amazônia escreveu mais um capítulo histórico neste domingo, 1º de março de 2026. No Estádio Olímpico do Pará – Mangueirão, em Belém, o Clube do Remo recebeu o Paysandu Sport Club pelo jogo de ida da final do Campeonato Paraense 2026. Diante de um estádio pulsando e dividido, o Papão foi mais eficiente e venceu por 2 a 1, abrindo vantagem na decisão.
Um início avassalador do Papão
A atmosfera era de final desde o apito inicial. O Remo tentou assumir o controle da posse, empurrado por sua torcida, mas quem foi letal primeiro foi o Paysandu.
Aos 6 minutos do primeiro tempo, Caio Mello aproveitou espaço na intermediária. O meia dominou com liberdade e arriscou de fora da área. A bola ganhou velocidade e morreu no canto, sem chances para o goleiro Marcelo Rangel. Era o golpe precoce que silenciava parte do Mangueirão.
O gol mudou a dinâmica da partida. O Remo passou a acelerar suas ações ofensivas, explorando os lados do campo, enquanto o Paysandu se organizava para contra-atacar. E foi justamente em uma dessas investidas que o segundo golpe veio.
Aos 32 minutos, após cruzamento preciso da direita, Marcinho subiu mais alto que a defesa azulina e cabeceou firme para ampliar: 2 a 0 para o Paysandu ainda na primeira etapa. A torcida bicolor fazia festa, enquanto o Remo tentava reorganizar suas linhas.
Reação azulina no segundo tempo
Na volta do intervalo, o Remo apresentou postura mais agressiva. O time adiantou a marcação e passou a pressionar a saída de bola do rival. O volume ofensivo aumentou, e o Paysandu começou a recuar.
A insistência azulina foi premiada aos 31 minutos do segundo tempo. Em jogada trabalhada pelo meio, a bola sobrou para João Pedro, que finalizou com precisão para descontar: 2 a 1. O gol incendiou o clássico novamente.
Os minutos finais foram de tensão máxima. O Remo pressionava em busca do empate, enquanto o Paysandu fechava os espaços e administrava a vantagem. Cada dividida era disputada como se fosse a última.
Arbitragem segura em clássico quente
A partida foi comandada pelo árbitro FIFA Ramon Abatti Abel, que precisou manter pulso firme em um duelo naturalmente intenso. A arbitragem teve atuação segura, controlando os ânimos e evitando que o clássico fugisse do controle. O VAR foi acionado em lances pontuais, mas sem alterar o rumo da partida.
O que fica para o jogo de volta
O apito final confirmou a vitória bicolor por 2 a 1. O Paysandu sai na frente na decisão e joga pelo empate na volta para conquistar o título estadual. Já o Remo precisará vencer por dois gols de diferença para ser campeão direto ou por um para levar a disputa às penalidades.
O Re-Pa 782 entregou o que se esperava: intensidade, emoção e gols decisivos. Mas a história ainda não terminou. O segundo e último capítulo promete um Mangueirão ainda mais tenso, com duas camisas gigantes lutando pelo orgulho e pela taça.
A final do Paraense 2026 segue aberta — e o clássico continua escrevendo sua lenda.

Diego Cristiano F. Milani
Editor-chefe do Futebol no Mundo
Apaixonado por futebol e analista tático, Diego Milani dedica-se a cobrir o esporte além do placar. Com foco no mercado da bola e no desempenho estratégico dos clubes brasileiros e mundiais, traz uma visão detalhada para quem busca entender o jogo em profundidade.



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