Bahia 2 x 2 Santos: gols, melhores momentos e análise completa do jogo pelo Brasileirão 2026
Bahia 2 x 2 Santos: confira a análise completa do jogo, gols, lances decisivos, arbitragem e como foi o empate pela 13ª rodada do Brasileirão 2026.
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REDAÇÃO
4/25/20265 min read


Foto: Dantadd / Wikimedia Commons – Licença CC BY-SA 4.0 https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Arena_Fonte_Nova_2020_01.jpg
Bahia 2 x 2 Santos: reação tricolor na Fonte Nova evita derrota e frustra plano santista no Brasileirão 2026
Um empate que contou duas histórias na Fonte Nova
A Arena Fonte Nova foi palco de uma partida intensa e cheia de reviravoltas na noite do dia 25 de abril de 2026. Bahia e Santos empataram por 2 a 2 em um confronto que sintetizou bem o que é o Campeonato Brasileiro: imprevisível, emocional e decidido nos detalhes.
O jogo teve duas faces bem definidas. Nos primeiros 45 minutos, o Santos foi superior, soube explorar erros do adversário e construiu uma vantagem confortável. Já na segunda etapa, o Bahia mostrou força, reagiu com o apoio da torcida e buscou um empate que parecia improvável ao fim do primeiro tempo.
O resultado final deixou sensações distintas. Para o Bahia, ficou a impressão de superação. Para o Santos, a frustração por deixar escapar uma vitória que parecia encaminhada.
Santos aproveita erros e constrói vantagem no primeiro tempo
Desde o apito inicial, o Santos demonstrou uma postura organizada e estratégica. A equipe entrou em campo com linhas bem definidas, explorando a velocidade pelos lados e apostando em transições rápidas.
O Bahia, por sua vez, encontrou dificuldades para se impor. A equipe baiana teve problemas na saída de bola e apresentou falhas defensivas que acabaram sendo decisivas.
O primeiro grande momento da partida surgiu após uma jogada dentro da área em que Erick Pulga cometeu falta sobre Bontempo. O árbitro não hesitou e marcou pênalti. Na cobrança, Rollheiser mostrou tranquilidade e abriu o placar para o Santos.
Mesmo após sair na frente, o time paulista manteve a intensidade. Pouco depois, um novo lance mudou o rumo do jogo: a bola tocou no braço de Ramos Mingo dentro da área, e mais uma penalidade foi assinalada.
Novamente Rollheiser foi para a cobrança e, com categoria, ampliou o marcador. Com dois gols de pênalti, o Santos construiu uma vantagem sólida ainda na primeira etapa.
Além dos gols, o Santos teve controle da partida. A equipe neutralizou o meio-campo do Bahia e reduziu significativamente a capacidade criativa do adversário.
Enquanto isso, o Bahia deixou o campo no intervalo sob forte pressão. A torcida demonstrou insatisfação com o desempenho, especialmente pelas falhas defensivas que resultaram nos gols.
Mudança de postura transforma o Bahia no segundo tempo
Se o primeiro tempo foi de domínio santista, o segundo trouxe um Bahia completamente diferente. A equipe voltou mais agressiva, organizada e determinada a mudar o cenário.
A entrada de Everton Ribeiro teve impacto imediato. Com sua qualidade técnica e visão de jogo, o meia passou a ditar o ritmo da equipe, aproximando os setores e criando oportunidades.
O Bahia passou a ocupar mais o campo ofensivo, pressionando o Santos e dificultando a saída de bola do adversário. A mudança de postura rapidamente começou a dar resultados.
Luciano Juba reacende a esperança
O primeiro passo da reação veio em uma cobrança de falta. Luciano Juba assumiu a responsabilidade e executou com precisão, diminuindo o placar.
O gol teve um efeito imediato dentro e fora de campo. A torcida voltou a acreditar, e o Bahia ganhou ainda mais confiança. O Santos, por outro lado, começou a sentir a pressão.
Willian José confirma a reação tricolor
Com o jogo aberto e o Bahia em crescente, o empate parecia questão de tempo. E ele veio em uma jogada aérea.
Após cruzamento para a área, Willian José apareceu bem posicionado e cabeceou para o fundo das redes. O gol selou a reação tricolor e incendiou a Fonte Nova.
A partir desse momento, o jogo ficou ainda mais intenso. O Bahia seguiu pressionando em busca da virada, enquanto o Santos tentava reorganizar suas linhas para segurar o resultado.
Lances decisivos que moldaram o empate
Alguns momentos foram determinantes para o desfecho da partida:
Os dois pênaltis cometidos pelo Bahia no primeiro tempo
A eficiência de Rollheiser nas cobranças
A entrada de Everton Ribeiro, que mudou o ritmo do jogo
O gol de falta de Luciano Juba, que recolocou o Bahia na partida
O gol de cabeça de Willian José, consolidando o empate
Além disso, o Santos teve oportunidades de ampliar o placar, mas não conseguiu converter suas chances, especialmente no segundo tempo.
Aspecto tático: um jogo de ajustes e respostas
A partida evidenciou como o futebol pode ser decidido por ajustes ao longo do jogo.
O Santos foi praticamente impecável no primeiro tempo, explorando erros e sendo eficiente nas oportunidades criadas. A equipe apresentou organização defensiva e inteligência tática.
Já o Bahia mostrou capacidade de reação. As mudanças feitas na segunda etapa melhoraram a circulação de bola, aumentaram a intensidade ofensiva e colocaram o adversário sob pressão constante.
O contraste entre os dois tempos ilustra bem a dinâmica do confronto.
Impacto emocional e consequências do resultado
O empate teve impactos importantes para as duas equipes.
O Bahia saiu fortalecido pela reação, mostrando resiliência e capacidade de competir até o fim. No entanto, o desempenho irregular ao longo do jogo ainda levanta questionamentos.
Para o Santos, ficou o sentimento de oportunidade perdida. A equipe tinha o controle da partida e uma vantagem confortável, mas não conseguiu sustentar o resultado.
Esse tipo de jogo costuma deixar marcas, especialmente pela forma como o resultado foi construído.
Ficha técnica – Bahia 2 x 2 Santos
Competição: Campeonato Brasileiro Série A 2026
Rodada: 13ª
Data: 25/04/2026
Horário: 18h30
Local: Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
Placar
Bahia 2 x 2 Santos
Gols
Rollheiser (2x, de pênalti – 1º tempo) – Santos
Luciano Juba (2º tempo) – Bahia
Willian José (2º tempo) – Bahia
Arbitragem
Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)
Assistente 1: Marcia Bezerra Lopes Caetano (RO)
Assistente 2: Henrique Neu Ribeiro (SC)
Quarto árbitro: Bruno Mota Correia (RJ)
VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN)
Bahia (4-3-3)
Léo Vieira; Acevedo, Gabriel Xavier (Gilberto), Santiago Mingo e Luciano Juba; Caio Alexandre (Erick), Jean Lucas e Michel Araújo (Everton Ribeiro); Cristian Olivera (Everaldo), Erick Pulga (Ademir) e Willian José.
Técnico: Rogério Ceni
Santos (4-4-2)
Diógenes; Mayke, Lucas Veríssimo, João Ananias e Escobar; João Schmidt (Luan Peres), Oliva, Rollheiser (Miguelito) e Gabriel Bontempo (Rincón); Rony (Moisés) e Thaciano (Lautaro Díaz).
Técnico: Cuca

Diego Cristiano F. Milani
Editor-chefe do Futebol Insight
Apaixonado por futebol e analista tático, Diego Milani dedica-se a cobrir o esporte além do placar. Com foco no mercado da bola e no desempenho estratégico dos clubes brasileiros e mundiais, traz uma visão detalhada para quem busca entender o jogo em profundidade.



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