Athletico-PR 2 x 0 Chapecoense: análise completa, gols e destaques do jogo pelo Brasileirão 2026
Athletico-PR vence a Chapecoense por 2 a 0 pelo Brasileirão 2026. Veja análise completa, gols, lances decisivos e ficha técnica do jogo.
BRASILEIRÃOATHLETICO-PRCHAPECOENSE
REDAÇÃO
4/12/20265 min read


Crédito: Foto: Daniel Neuwert / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Arena_da_Baixada_in_2019.jpg
Athletico-PR 2 x 0 Chapecoense: Furacão cresce no segundo tempo e vence com autoridade na Arena da Baixada
Athletico-PR impõe ritmo, supera resistência da Chape e garante vitória em casa
A Arena da Baixada foi palco de mais um capítulo importante do Campeonato Brasileiro 2026. Na manhã deste domingo, o Athletico-PR confirmou o favoritismo e venceu a Chapecoense por 2 a 0, em confronto válido pela 11ª rodada da competição. Mais do que o resultado, a atuação mostrou um time que soube lidar com as dificuldades iniciais e encontrou soluções ao longo do jogo para construir uma vitória consistente.
O placar, construído no segundo tempo com gols de Mendoza e Kevin Viveros, reflete a superioridade do Furacão na etapa final, mas não conta toda a história de um jogo que teve nuances táticas interessantes e momentos de equilíbrio.
Chapecoense surpreende no início e equilibra o jogo
A expectativa antes do apito inicial era de um Athletico dominante desde os primeiros minutos, mas quem surpreendeu foi a Chapecoense. Com uma postura ousada, o time catarinense adiantou suas linhas e dificultou a saída de bola do adversário.
Durante o início da partida, a equipe visitante conseguiu ocupar o campo ofensivo e controlar parcialmente a posse de bola. A marcação encaixada e a compactação entre os setores impediram que o Athletico desenvolvesse seu jogo com naturalidade.
Mesmo assim, a Chapecoense não conseguiu transformar essa boa postura em chances claras de gol. Faltava criatividade no último passe e maior presença na área adversária. O goleiro Santos, praticamente, não foi exigido nos primeiros 45 minutos.
Athletico cresce ao longo do primeiro tempo, mas para na defesa adversária
Com o passar do tempo, o Athletico-PR começou a encontrar espaços e assumiu o controle do jogo. A equipe passou a trabalhar melhor a bola, especialmente pelos lados do campo, tentando explorar a velocidade de Mendoza e a movimentação de Julimar.
As primeiras finalizações começaram a surgir, ainda que sem grande perigo. Em uma das principais tentativas, Mendoza arriscou de fora da área, obrigando Rafael Santos a fazer defesa segura. Dudu também tentou em chute de média distância, mas sem sucesso.
Apesar da melhora, o Furacão encontrou dificuldades para furar o bloqueio defensivo da Chapecoense. O time visitante se manteve organizado, com linhas próximas e boa recomposição, impedindo infiltrações pelo meio.
O empate sem gols ao fim do primeiro tempo refletia um duelo equilibrado, com o Athletico tendo mais iniciativa, mas sem conseguir transformar isso em vantagem no placar.
Mudanças de Odair Hellmann transformam o jogo
O segundo tempo começou com um Athletico-PR mais agressivo e disposto a resolver a partida. A mudança de postura não aconteceu por acaso. O técnico Odair Hellmann fez ajustes importantes, tanto táticos quanto nas peças utilizadas.
A entrada de Zapelli trouxe mais criatividade ao meio-campo, enquanto Bruninho deu nova energia ao setor ofensivo. Além disso, houve uma reorganização do sistema, permitindo maior liberdade para os jogadores pelos lados.
Essas mudanças tiveram impacto imediato. O Athletico passou a circular a bola com mais velocidade, encontrou espaços e aumentou significativamente o volume de jogo no campo ofensivo.
A Chapecoense, que havia conseguido equilibrar as ações na primeira etapa, começou a sentir o ritmo e teve dificuldades para manter a organização defensiva.
Mendoza abre o placar e muda o cenário da partida
A pressão do Athletico-PR finalmente se traduziu em gol. Em jogada construída com paciência no campo ofensivo, a bola chegou até Mendoza, que finalizou com precisão para vencer o goleiro Rafael Santos e abrir o placar.
O gol foi um divisor de águas no confronto. Até então equilibrado, o jogo passou a ter um dono claro. Com a vantagem, o Furacão ganhou confiança e passou a controlar completamente as ações.
Do outro lado, a Chapecoense se viu obrigada a sair mais para o jogo, abandonando parcialmente sua postura defensiva. Essa mudança abriu espaços que seriam decisivos nos minutos seguintes.
Viveros amplia e garante a vitória
Com o adversário mais exposto, o Athletico-PR encontrou o cenário ideal para explorar os contra-ataques. E foi justamente assim que nasceu o segundo gol.
Após recuperação de bola e rápida transição ofensiva, Kevin Viveros apareceu bem posicionado para finalizar e ampliar o placar. O atacante mostrou oportunismo e eficiência, consolidando a vitória rubro-negra.
O 2 a 0 praticamente encerrou qualquer possibilidade de reação da Chapecoense. A partir daí, o Athletico passou a administrar o resultado, mantendo a posse de bola e controlando o ritmo da partida até o apito final.
Chapecoense perde força e segue pressionada
Se o primeiro tempo trouxe sinais positivos para a Chapecoense, a segunda etapa expôs limitações que vêm se repetindo ao longo da competição. A equipe não conseguiu sustentar a intensidade e voltou a apresentar problemas defensivos.
Além disso, a falta de poder ofensivo ficou evidente. Mesmo precisando reagir após sofrer o primeiro gol, o time não conseguiu criar chances claras, mostrando dificuldades na construção de jogadas.
A derrota mantém a Chapecoense em situação delicada na tabela e aumenta a pressão por resultados nas próximas rodadas.
Destaques da partida
O Athletico-PR teve atuação coletiva consistente, mas alguns jogadores se destacaram individualmente. Mendoza foi decisivo ao abrir o placar e criar constantes problemas para a defesa adversária.
Kevin Viveros também merece destaque pelo gol marcado e pela presença ofensiva. Já Zapelli, mesmo entrando no segundo tempo, teve papel fundamental na mudança de ritmo da equipe.
Defensivamente, o Furacão mostrou solidez e praticamente não deu chances ao adversário.
Análise final: vitória construída com inteligência e adaptação
O triunfo do Athletico-PR vai além do placar. A equipe demonstrou capacidade de adaptação, soube ler o jogo e fez as mudanças necessárias para superar um adversário bem postado.
A paciência no primeiro tempo e a intensidade no segundo foram determinantes para o resultado. Já a Chapecoense mostrou organização inicial, mas não conseguiu acompanhar o ritmo do adversário ao longo dos 90 minutos.
Ficha técnica
Jogo: Athletico-PR 2 x 0 Chapecoense
Competição: Campeonato Brasileiro 2026 – 11ª rodada
Data: 12/04/2026
Local: Arena da Baixada, Curitiba (PR)
Gols
Mendoza (Athletico-PR) – 2º tempo
Kevin Viveros (Athletico-PR) – 2º tempo
Arbitragem
Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento (MG)
Assistente 1: Guilherme Dias Camilo (MG)
Assistente 2: Felipe Alan Costa de Oliveira (MG)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Escalações oficiais
Athletico-PR (4-3-3)
Santos; Gilberto, Juan Aguirre, Arthur Dias e Lucas Esquivel; Portilla (Zapelli), Luiz Gustavo e Dudu (João Cruz); Julimar (Bruninho), Mendoza (Felipinho) e Kevin Viveros (Renan Peixoto).
Técnico: Odair Hellmann
Chapecoense (4-3-3)
Rafael Santos; Marcos Vinícius, Bruno Leonardo, Eduardo Doma e Bruno Pacheco; Higor Meritão (Rafale Carvalheira), João Vitor (Jean Carlos) e Camilo; Ênio (Marcinho), Ítalo (Garcez) e Yannick Bolasie (Neto Pessoa).
Técnico: Fábio Matias

Diego Cristiano F. Milani
Editor-chefe do Futebol Insight
Apaixonado por futebol e analista tático, Diego Milani dedica-se a cobrir o esporte além do placar. Com foco no mercado da bola e no desempenho estratégico dos clubes brasileiros e mundiais, traz uma visão detalhada para quem busca entender o jogo em profundidade.



Links rápidos
